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Last updateQua, 25 Jan 2017 7pm

O que fazer? Adquirir um consorcio ou investir em fundos?

Dinheiro

É incomensurável você ficar ouvindo um vendedor falando a um leigo sobre a aquisição de um consorcio, pois na “visão” obtusa que ele passa com informações errôneas em afirmar categoricamente que quando se faz um consorcio você não paga juros. Será?


Então vamos por parte.
É público e notório que em nosso país existem três tipos de investidores em consórcios, vejamos:
O primeiro é aquele cidadão que necessita urgentemente do bem a ser adquirido, nesse caso o mesmo conta com o valor da entrada pronto, contudo faz-se uma análise de que precisará “dar” o lance, por entender que a taxa de administração do consorcio é muito mais barata do que qualquer financiamento que por ventura venha fazer.
O segundo é aquele que busca fazer um consorcio com forma de investimento, isso tudo sendo instruído por alguém a fazer tal investimento, para depois comercializar a sua carta de credito, na busca de lucratividade, que se for analisada a fundo verá que ainda pagou muito para que alguém administrasse o seu dinheiro.
Já o terceiro são pessoas que tem o objetivo maior de poupar dinheiro, mas será que esse consegue mesmo uma poupança rentável? Veremos:
O que estamos tratando aqui é de grande relevância, pois estamos falando de poupar dinheiro, pois nesse caso, ou seja, ao adquirir um consorcio obviamente terá um compromisso inadiável de honrar mês a mês com a mensalidade acordada no contrato.
E devido a ineficiência da nossa educação financeira os cidadãos brasileiros são incapazes de separar parte do que ganha para poupar, ou fazer um investimento seguro que lhe é facultado o direito de depositar ou não todos os meses no caso de uma poupança, por exemplo, sem mencionar que o investimento em poupança, pode ser resgatado a qualquer momento em que o mesmo tiver a necessidade de prestar socorro financeiro em algum planejamento que falhou, ou até mesmo numa situação emergencial, já que estamos propensos a tais eventualidades, o que ficará muito difícil caso o mesmo esteja com um investimento em consorcio, pois o mesmo deverá aguardar um tempo e deverá ainda arcar com as despesas administrativas para ter em mãos o valor já aplicado.
Com isso é possível ainda expressar através de números as rentabilidade tanto do consorcio quanto de uma poupança com igual valor mensalmente investidos.
Para exemplificar usaremos um consorcio bastante popular entre a população de baixa renda, uma moto CG TITAN 125 cc.
Investimento mensal:
R$ 145,63
60 meses
Consorcio:
O valor do bem é:
R$ 7.049,00
Valor total das parcelas:
R$ 8.737,80
Lucro líquido = -R$ 1.688,80 – 19,32%
Sem mencionar que se você consegue tirar o bem antes do final do período contratado você passará a ter um bem financiado, além do mais pagará por um bem no valor dos que estão na concessionária, e o seu já está em uso e a quebra do valor por estar em uso.
Vejamos agora a poupança:
Investimento mensal:
R$ 145,63
60 meses
Valor final:
R$ 10.644,84
Valor das parcelas:
R$ 8.737,80
Lucro líquido:
R$ 1.907,04 + 17,92%
Veja a diferença entre o consorcio e poupança
R$ 3.595,84
Como é possível observar se planejar a compra de um bem e não tem a necessidade de ter o mesmo em tempo record vale muito a pena poupar o valor das parcelas do consórcio, investindo na poupança ou entro segmento que tenha rendimento, assim sendo, alcançará o objetivo bem antes.
Com isso observe e se quer realmente comprar algo, comece juntar o dinheiro em uma forma de poupança, ao invés de ficar gastando com coisas supérfluas, que acabarão com seu sonho.